Romantismo - 3ª geração - Condoreira



Condor: a ave que simbolizou a 3ª geração romântica 

Também conhecida como geração condoreira é caracterizada pela poesia social e libertária, reflete as lutas internas da segunda metade do reinado de D. Pedro II. Essa geração sofreu intensamente a influência de Victor Hugo e de sua poesia poelítico-social, daí ser conhecida como geração hugoana. O termo condoreirismo é conseqüência do símbolo de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor, ave que habita o alto da cordilheira do Andes.
Seu principal representante foi Castro Alves, seguido por Tobias Barreto, Qorpo Santo (pseudônimo de José Joaquim de Campos Leão) e Joaquim de Sousândrade.


 Terceira Geração do Romantismo
 - Condoreira
 - Poesia social
 - Republicana
 - Abolicionista
 - Desejo de liberdade
 - Arte voltada para as camadas baixas da população



Exemplo de poema  condoreiro:

Navio Negreiro
Castro Alves


'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar - dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
- Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
O poema retrata a vida dos escravos africanos que eram levados pelos navios negreiros para o Brasil. Tematizam a escravidão, na qual era severamente criticada no período da 3ª geração romântica.

  •  Exemplos de músicas contemporâneas que aborda as questões sociais,  na qual, são voltadas para a população mais pobre. Suas letras retratam a realidade das pessoas mais pobres, em certos momentos, fazendo uma crítica, chegando a mesclar com o realismo (uma caracterísitca do condodeirismo).

Parangolé - Favela



Psirico - Firme e forte




Questões contemporâneas sobre liberdade

- Legalização da maconha: algumas pessoas se sentem reprimidas por não terem liberdade de utilizar a droga. Questões como: "estamos vivendo numa democracia, na qual, as pessoas devem ter liberdade de expressão" é um dos argumentos mais fortes, utilizados pelos manifestantes. E isso é um problema de nível global.



- Legalização do casamento gay: cada vez mais, casais homossexuais de todo o mundo (e no Brasil, isso não é exceção) desejam a legalização do casamento gay. Para eles, isso é uma questão de liberdade de escolha.


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Romantismo - Prosa indianista

No Brasil, após a independência, inicia-se o romantismo, marcado pelo subjetivismo, idealização amorosa e a busca pela indentidade nacional. E juntamente com esse fator, começa também a busca de um herói nacional. Na Europa, esses heróis eram os cavaleiros medievais, e como no Brasil, isso estaria fora do contexto histórico, outra figura teve reconhecimento como herói: o índio, o primitivo das terras brasileiras.

Nos romances indianistas, o índio era considerado o bom selvagem, o herói do enredo. O autor de maior destaque, foi José de Alencar. Suas maiores obras foram:


Trecho de "O Guarani"
Reparem que as características do romace indianista de José de Alencar podem ser vistas nesse trecho 


“Peri, que durante um ano não fora para ela [Ceci] senão um amigo dedicado, aparecia-lhe de repente como um herói (...).
(...)
No meio dos homens civilizados, era um índio ignorante, nascido de uma raça bárbara, a quem a civilização repelia e marcava o lugar de cativo. Embora para Cecília e D. Antônio fosse um amigo, era apenas um amigo escravo.
Aqui, porém, todas as distinções desapareciam; o filho das matas, voltando ao seio de sua mãe, recobrava a liberdade; era o rei do deserto, o senhor das florestas, dominado pelo direito da força e da coragem."


Nas suas obras, além de mostrar o índio como herói, ele ainda utilizava muitos termos em Tupi. Reparem que existem certos termos em Tupi nesse trecho de Iracema:


O grande chefe pitiguara levou além o formidável tacape. Renhiu-se o combate entre Irapuã e Martim. A espada do cristão batendo na clava do selvagem, fez-se em pedaços. O chefe tabajara avançou contra o peito inerme do adversário.
Iracema silvou como a boicininga; e arrojou-se contra a fúria do guerreiro tabajara. A arma rígida tremeu na destra possante do chefe e o braço caiu-lhe desfalecido.
Soava a pocema da vitória. Os guerreiros pitiguaras conduzidos por Jacaúna e Poti varriam a floresta. Fugindo, os tabajaras arrebataram seu chefe ao ódio da filha de Araquém que o podia abater, como a jandaia abate o prócero coqueiro roendo-lhe o cerne.
Os olhos de Iracema estendidos pela floresta viram o chão juncado de cadáveres de seus irmãos; e longe o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. Aquele sangue que enrubescia a terra, era o mesmo sangue brioso que lhe ardia nas faces de vergonha.
O pranto orvalhou seu lindo semblante.
Martim afastou-se para não envergonhar a tristeza de Iracema.

Um música que retrata a situação dos índios nos dias atuais

Todo Dia Era Dia De Índio - Baby Consuelo

 


(Trechos)

Curumim chama cunhãtã que eu vou contar
Curumim chama cunhãtã que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim, cunhãtã
Cunhãtã, curumim...

Observe uso de termos em tupi, assim como nas obras de José Alencar. Em Tupi-Guarani, Curumin significa menino  e Cunhatã é menina.

Amantes da natureza
Eles são incapazes, com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra, fauna e flora
Pois em sua glória o índio
Era o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia, da fraternidade, da alegria
Da alegria de viver
Da alegria de viver


Nessa música, o índio é considerado o bom selvagem, amante da natureza, um ser puro e glorioso, porém, não é visto na sociedade como deveria ser.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Romantismo - Prosa Histórica

No Romance de caráter histórico, novamente, a busca pela identidade nacional é presente. Nesse tipo de romance, são relatados os fatos históricos brasileiros, utilizando histórias fictícias. Nesse tipo de prosa, as histórias de maior destaque foram: "A Guerra dos Mascates" e "As Minas de Prata" de José de Alencar.


Trecho de "A Guerra dos Mascates"

Nota: A Guerra dos Mascates (real) ocorreu em 1710/1711 na capitania de Pernambuco, confronto entre senhores de terra da cidade de Olinda e Comerciantes de Recife (chamados de mascates).

Por tal forma se travam os negócios da governança com os amores de Vital Rebelo, que para melhor compreensão desta nossa crônica, vamos dar uma resenha do estado das cousas na Capitania de Pernambuco pelo correr do ano de 1710.
Já pela rama se falou da rivalidade que existia entre a cidade de Olinda e a recente povoação do Recife, por causa do incremento que esse bairro comercial importante ainda no domínio dos holandeses, fora tomando com o volver dos tempos.
Desde a época da restauração que os mercadores, atraídos pela vantagem de um ancoradouro cômodo e seguro, se estabeleceram de preferência nessa povoação e ocuparam os armazéns e tercenas construídos pelos flamengos.
Os senhores de engenho que eram os principais da capitania e aqueles que formavam a nobreza pernambucana, foram obrigados a suprirem-se do necessário para o custeio de suas fábricas nas lojas e tendilhões do Recife.
Dava-se então o que ainda hoje acontece com pequena diferença. Onerado o agricultor com uma dívida avultada, que não podia pagar, tinha de sujeitar-se à usura do credor ou de entregar-lhe a safra a preço e condições lesivas. Assim a arroba de açúcar, o mercador a pagava no Recife por 400 rs. para vendê-la no reino por l$400.
Mais de século e meio é decorrido, e ainda o tacanho espírito que sob várias encarnações tem governado este país, não descobriu um meio de proteger a lavoura contra o monopólio mercantil; antes parece que de todo a desamparou entregando-a à sanguessuga do Banco do Brasil que lhe exaure a seiva em proveito de certa oligarquia financeira.
Uma circunstância muito concorria para agravar a posição da nobreza pernambucana. Não permitindo as idéias do tempo que os fidalgos se dessem à mercancia por ser esse um ofício plebeu, resultava daí que os seus fornecedores eram gente inferior e animada do ciúme que em todos os tempos, mas principalmente naquela época, dividia as classes.
O que porém mais fomentou a rivalidade entre os povos de Recife e Olinda foi o espírito de bairrismo.

Reparem como os fatos históricos foram bem retratadis nesse romance.

Nos dias de hoje, é muito comum ver histórias que retratam algum fato passado, utilizando-se de alguma história fictícia.

A Novela "Cidadão Brasileiro" retrata a história e ascenção de um homem, desde 1955 até 2006, mostrando vários fatos históricos, como a construção de Brasília, a ditadura militar, o movimento hippie e a conquista da democracia.



A Globo costuma retratar várias novelas de "época". Uma delas é " A Força de um Desejo", que foi inspirada em três romances do Visconde de Taunay: A Retirada de Laguna, Inocência e A Mocidade de Trajano. A história se passa nos tempos do Brasil Imperial, onde a escravidão ainda era presente.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Romantismo - Prosa Regionalista

O Romance regionalista também foi uma forma de resgatar os costumes e a identidade nacional. Nesse tipo de prosa romântica, as histórias se passavam nas diversas regiões do país, na qual, características e  costumes de cada região eram mostradas. Isso inclui também a linguagem regional.

O interesse de conhecer as diversas culturas que formam o Brasil, fez com que autores como o Visconde de Taunay e José de Alencar (como sempre) se inspirassem em produzir histórias de caráter regionalista. As principais histórias foram: Inocênica (Visconde de Taunay), A Escrava Isaura (Bernando Guimarães), "O Gaúcho" e "O Sertanejo" de José de Alencar.



Trechos de Inocência:

Idealização feminina

Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.
    Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenui-dade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjar-lhe as pálpebras, e compri-dos a ponto de projetarem sombras nas mimosas faces.
   
Era o nariz fino, um bocadinho arqueado; a boca pequena, e o queixo admiravelmente torneado.     Ao erguer a cabeça para tirar o braço de sob o lençol, descera um nada a camisinha de crivo que vestia, deixando nu um colo de fasci-nadora alvura, em que ressaltava um ou outro sinal de nascença.”


Regionalismo

“— Mas agora me conte, perguntou Pereira com ar de quem queria certificar-se de coisa posta muito em dúvida, deveras o senhor anda palmeando estes sertões para fisgar anicetos?
     — Pois não, respondeu Meyer com algum entusiasmo; na minha terra valem muito dinheiro para estudos, museus e coleções. Estou viajando por conta de meu governo, e já mandei bastantes caixas todas cheias... É muito precioso!
     — Ora, vejam só, exclamou Pereira. Quem havera de dizer que até com isso se pode bichar? Cruz! Um homem destes, um doutor, andar correndo atrás de vaga-lumes e voadores do mato, como menino às voltas com cigarras! Muito se aprende neste mundo! E quer o senhor saber uma coisa? Se eu não tivesse família, era capaz de ir com vosmecê por esses fundões afora, porque sempre gostei de lidar com pessoas de qualidade e instrução... Eu sou assim... Quem me conhece, bem sabe. Homem de repentes... Vem-me cá uma idéia muito estrambótica às vezes, mas embirro e acabou-se; porque, se há alguém esturrado e teimoso, é este seu criado... Quando empaco, empaco de uma boa vez... Fosse no tempo de solteiro, e eu me botava com o senhor a catar toda essa bicharada dos sertões. Era capaz de ir dar com os ossos lá na sua terra... Não me olhe pasmado, não... Isso lá eu era... Nem que tivesse de passar canseiras como ninguém... O caso era meter-se-me a tenção nos cascos... Dito e feito; acabou-se…Fossem buscar o remédio onde quisessem... mas duvido que o achassem.”

Nos dias de hoje, algumas histórias regionalistas foram adaptadas. A Escrava Isaura, por exemplo, foi adaptada pela Globo e posteriormente, pela Record. As características foram mantidas, com algumas adaptações, é claro.



Também em "Auto da Compadecida", percebe-se uma retratação dos costumes do interior nordestino, de uma forma cômica.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Romantismo - Prosa Urbanista

Esse estilo de prosa romântica tem como principal característica, retratar (além de criticar) os costumes da sociedade carioca. Além de mostrar as belezas da cidade, as festas, os pontos turísticos, também apontava suas falhas, a hipocrisia e a superficialidade das pessoas. Geralmente seus enredos giravam em torno do ambiente cortês, onde o jogo de interesses típico da época era o centro dos problemas da trama. Esse tipo de romance inicia-se com "A moreninha", de Joaquim Manoel de Macedo, em 1844. Não poderia deixar de citar, é claro, José de Alencar, principal figura da prosa romântica, que publicou histórias urbanistas como "Senhora", "Diva" e "Lucíola". Outros autores também se destacavam como Manuel Antônio de Almeida, que publicou "Memórias de um Sargento de Milícias".



Nas histórias urbanistas, não poderia deixar de ser citada, é claro, a idealização amorosa, pois, apesar de todo um jogo de interesses, no final das contas, o amor sempre vence, seja de forma satisfatória ou trágica.  O ambiente cortês era bem retratado, e claro, todas as suas hitórias tinham a cidade do Rio de Janeiro (Capital do império) como plano de fundo. É evidente também, críticas em relação à sociedade burguesa da época; casamentos arranjados e a superficialidade dos ricos. Em algumas histórias, também, era presente a idealização feminina.

Abaixo, trechos de "Senhora", na qual, são mostradas todas essas características:

Ambiente Carioca

Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.

Idealização feminina

Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões.Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade.
Era rica e formosa.
Duas opulências, que se realçam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante
.
Quem não se recorda da Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da Corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu -fulgor?Tinha ela dezoito anos quando apareceu a primeira vez na sociedade. Não a conheciam; e logo buscaram todos com avidez informações acerca da grande novidade do dia.


Superficialidade do ambiente cortês

A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios como aço.
- Aurélia! Que significa isto?
- Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.- Vendido! exclamou Seixas ferido dentro d'alma.
- Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.



Nos dias de hoje, é possível ver essas características em algumas novelas. Uma boa parte delas possui o Rio de Janeiro como plano de fundo, onde a idealização amorosa e a crítica à sociedade mais rica são presentes. E fazem sucesso, assim como as histórias urbanistas na época q foram lançadas.



Como a literatura romântica é reconhecida até nos tempos contemporâneos, em 1975, a Rede Globo adaptou "Senhora" como uma novela.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Realismo

 Realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, mais especificamente na França, em reação ao Romantismo.

Algumas caracteristicas do Realismo

  • Veracidade:
     Despreza a imaginação romântica.

 Nunca em todos esses anos nesta indústria vital, o papel higiênico foi tão romântico. Ou não.

  
  •   Contemporaneidade:
Descreve a realidade, falar sobre o que está acontecendo de verdade.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,data-de-novo-enem-sai-ate-proxima-semana-diz-haddad,640680,0.htm

  • Retrato fiel das personagens:
caráter, aspectos negativos da natureza humana.
  • Gosto pelos detalhes:
Lentidão na narrativa.
  • Materialismo do amor:
Mulher objeto de prazer/adultério.

(A prostituta retrata a mullher como objeto de prazer,e o jogador traindo a esposa como adulterio).
  • Denúncia das injustiças sociais
mostra para todos a realidade dos fatos.
  • Determinismo e relação entre causa e efeito
O realista procurava uma explicação lógica para as atitudes das personagens, considerando a soma de fatores que justificasse suas ações. Na literatura naturalista, dava-se ênfase ao instinto, ao meio ambiente e a hereditariedade como forças determinantes do comportamento dos indivíduos.

Autores

Machado de Assis – Se destacou como romancista realista. Apesar de ter escrevido obras romancistas,  como Ressurreição, A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia.
Algumas obras realistas de Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.
  • Raul Pompéia (impressionista)
  • Arthur Azevedo (realista)

Quincas Borba

  • Trecho

  • Fique desde já admitido que, se não fosse a epidemia das Alagoas, talvez não chegasse a haver casamento; donde se conclui que as catástrofes são úteis, e até necessárias. Sobejam exemplos; mas basta um contozinho que ouvi em criança, e que aqui lhes dou em duas linhas. Era uma vez uma choupana que ardia na estrada; a dona – um triste molambo de mulher – chorava o seu desastre, a poucos passos, sentada no chão. Senão quando, indo a passar um homem ébrio, viu o incêndio, viu a mulher, perguntou-lhe se a casa era dela. / – É minha, sim, meu senhor; é tudo o que eu possuía, neste mundo./ – Dá-me então licença que acenda ali o meu charuto?" capítulo. 117


 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Naturalismo

É considerado a radicalização do realismo, pois as obras são retratadas de forma mais objetiva e baseiam-se nas leis da natureza para explicar o mundo. Influenciada pela teoria da Evolução das Espécies. Objetividade, imparcialidade, materialismo e determinismo são as bases da sua visão do mundo. Na literatura utilizam-se temas do cotidiano urbano e personagens tipificadas. Tem linguagem coloquial simples e direta. É considerado o marco inicial do Naturalismo o romance “ O Mulato“  que trata do preconceito racial.


Van Gogh-Os comedores de batata.
CARACTERÍSTICAS

- A principal característica do Naturalismo é o cientificismo exagerado que transformou o homem e a sociedade em objetos de experiências.
http://guiadobebe.uol.com.br/novidades/celulastronco_ja_curam_mais_de_45_doencas.htm

- Descrições minuciosas e linguagem simples
- Preferência por temas como miséria, adultério, crimes, problemas sociais, taras sexuais e etc. A exploração de temas patológicos traduz a vontade de analisar todas as podridões sociais e humanas sem se preocupar com a reação do público.
- Ao analisar os problemas sociais, o naturalista mostra uma vontade de reformar a sociedade, ou seja,
 denunciar estes problemas, era uma forma de tentar reformar a sociedade.





(A novela vida opostas que passava na Rede Record retratava os poblemas socias que temos atualmente no Brasil,e tentando concientizar a sociedade,como essa caracteristica naturalista).

Prosa

Aluísio Azevedo – senso coletivo

Aluísio Azevedo se consagrou como escritor naturalista com a publicação de O mulato (1881). Foi o primeiro escritor que se profissionalizou, viveu do que produzia. O que é novo em Aluísio é a percepção do coletivo: multidão, massa, o povo nas ruas, nas praças, nos becos, nos cortiços.

O autor reflete o processo de transformação e econômica pelo qual passava o Brasil, momento no qual os centros urbanos cresciam, abrigando todo tipo de gente, que iam às cidades à procura de trabalho.

O apogeu foi alcançado pelo Naturalismo com o romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, que destaca o jogo dos fatores sociais.

Em 1890, também foi lançado A fome, de Rodolfo Teófilo, O missionário, de Inglês de Sousa, seguido de A normalista (1892) e O Bom crioulo (1895), ambos de Adolfo Caminha.

Casa da pensão  

  • Trecho

"Amélia, desde que se convertesse numa necessidade para a vida de Amâncio, este,
com certeza, seria o mais interessado em fazer dela sua esposa; por conseguinte,
agora o que convinha era que a rapariga também ajudasse de sua parte, empregando
todo o jeito e boa vontade de que pudesse dispor.- devia mostrar-se cordata,
simples nos seus gostos, bem arranjadinha, amiga do asseio, honesta, digna,
enfim, de um marido!"

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS